A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e proibição da venda de lotes de Mounjaro falsificado em todo o Brasil. O alerta urgente foi emitido após a própria fabricante, a farmacêutica Eli Lilly, denunciar a circulação de versões adulteradas do medicamento, cujo princípio ativo é a tirzepatida, indicado para o tratamento de diabetes tipo 2.
A medida visa proteger a saúde da população, uma vez que o uso de medicamentos sem garantia de procedência representa um grave risco. A tirzepatida tem sido amplamente procurada também para o tratamento da obesidade, embora essa indicação ainda não tenha sido aprovada no país, o que aumenta a busca pelo produto em canais não oficiais.
Como identificar o Mounjaro falsificado
Segundo o comunicado da Anvisa, a principal diferença entre o produto original e o falsificado está na sua apresentação. O Mounjaro legítimo é uma solução injetável, pronta para uso e contida em uma caneta aplicadora. Já as unidades falsificadas apreendidas se apresentavam como um pó liofilizado que necessita de reconstituição antes da aplicação.
A agência reforça que qualquer versão do Mounjaro que não seja a solução injetável em caneta aplicadora é falsa. A farmacêutica Eli Lilly do Brasil informou que não importa lotes do medicamento na forma de pó, consolidando a orientação sobre a segurança de medicamentos no mercado nacional.
A Anvisa publicou a Resolução-RE Nº 1.347, de 12 de abril de 2024, que proíbe formalmente a comercialização, distribuição e uso das unidades falsificadas. A agência orienta que farmácias e consumidores que identifiquem o produto com essas características não o utilizem e notifiquem imediatamente as autoridades sanitárias.
Riscos e recomendações para o consumidor
O uso de um medicamento falsificado traz sérios perigos. O produto pode não conter o princípio ativo, conter uma dosagem incorreta ou, no pior dos casos, estar contaminado com substâncias nocivas à saúde, podendo levar a reações adversas graves e à falha do tratamento.
Para garantir a segurança, a Anvisa recomenda que os consumidores sigam estritamente as seguintes orientações:
- Adquirir medicamentos apenas em farmácias e drogarias licenciadas.
- Nunca comprar medicamentos vendidos em redes sociais, sites não autorizados ou de vendedores ambulantes.
- Exigir e guardar a nota fiscal da compra.
- Verificar se a embalagem do produto está lacrada e em boas condições, sem rasuras ou informações suspeitas.
A fiscalização de produtos pela agência é uma prática constante para proteger os consumidores. Recentemente, a Anvisa também atuou em fraudes envolvendo outros produtos fiscalizados pela agência, o que reforça a importância da vigilância.
Caso desconfie de um produto, a recomendação é não fazer o uso e entrar em contato com a Anvisa por meio de seus canais de atendimento. A colaboração da população é essencial para combater o mercado ilegal e garantir a eficácia e a segurança dos medicamentos disponíveis no Brasil.