A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou que o reajuste plano de saúde para contratos coletivos teve uma média de 9,9% no período de 12 meses encerrado em maio de 2024. Esta é a primeira vez que a agência publica essa média, utilizando dados de um novo painel que busca trazer mais transparência para o setor. A informação foi consolidada a partir de dados informados pelas próprias operadoras.

Um novo painel para dar transparência

A divulgação do índice faz parte do lançamento do Painel de Reajustes de Planos de Saúde Coletivos, uma nova ferramenta da ANS. O objetivo é permitir que a sociedade acompanhe a variação de preços nessa modalidade de contratação, que representa a maior parte do mercado de saúde suplementar no Brasil.

Segundo a ANS, os dados iniciais do painel abrangem 7.725 contratos, que atendem cerca de 2,3 milhões de beneficiários. A agência informou que o painel será atualizado mensalmente, oferecendo um panorama contínuo sobre o comportamento dos preços. Essa iniciativa visa fornecer uma referência para empresas e beneficiários durante as negociações anuais de reajuste.

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Diferença entre reajustes coletivos e individuais

É importante entender que o cálculo para o reajuste de planos coletivos é diferente do aplicado aos planos individuais ou familiares. Nos planos individuais, a ANS estabelece um teto máximo de aumento anual. Para efeito de comparação, em 2023, esse teto foi de 9,63%.

Já nos planos coletivos, que são contratados por empresas ou por meio de entidades de classe, o aumento plano de saúde é resultado de negociação livre entre as operadoras e a pessoa jurídica contratante. Não há um teto definido pela agência, o que torna a nova ferramenta de transparência ainda mais relevante.

De acordo com Alexandre Fioranelli, diretor de Normas e Qualificação de Produtos da ANS, o painel oferece um “parâmetro de negociação” que antes não existia, conforme dados divulgados pela Agência Brasil. A expectativa é que, com acesso à média de mercado, os contratantes tenham mais poder de argumentação.

O que isso significa para o consumidor

O índice de 9,9% é uma média, o que significa que o reajuste específico do seu contrato pode ser maior ou menor. O valor final do planos coletivos reajuste depende da negociação específica da sua empresa ou entidade com a operadora, além de fatores como a sinistralidade, que é a relação entre o uso do plano e o valor pago.

A publicação deste novo indicador pela ANS representa um avanço para a regulação e a transparência da saúde suplementar. Com essa informação em mãos, empresas e beneficiários podem avaliar se as propostas de aumento estão alinhadas com a média do mercado, fortalecendo a posição do consumidor nas negociações.