A queda nos índices de vacinação acendeu um alerta entre profissionais da saúde sobre o risco do retorno de surtos de sarampo no Brasil. A doença, que é altamente contagiosa e pode levar a complicações graves, havia sido controlada no país, mas a baixa cobertura vacinal nos últimos anos torna a população vulnerável a novos casos e coloca em risco conquistas da saúde pública.

O que é o sarampo e por que ele preocupa?

O sarampo é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus, que pode ser fatal. Sua transmissão ocorre de pessoa para pessoa, por meio de gotículas de saliva ao falar, tossir ou espirrar. O potencial de contágio é altíssimo, com uma pessoa infectada podendo transmitir o vírus para até 90% das pessoas próximas que não estejam imunes.

Os principais sintomas do sarampo incluem febre alta, tosse, coriza, olhos irritados e o aparecimento de manchas vermelhas na pele. Diferente do que muitos pensam, não é uma doença inofensiva da infância. As complicações podem ser sérias, como pneumonia, otite, lesões neurológicas com sequelas permanentes e, em casos mais graves, a morte.

Publicidade

A queda na imunização e o risco de um surto

O Brasil já chegou a receber o certificado de eliminação do vírus do sarampo, mas perdeu o selo após enfrentar um surto entre 2018 e 2019. O principal fator para o ressurgimento da doença é a cobertura vacinal abaixo da meta. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) recomenda uma cobertura de 95% com duas doses da vacina para manter a população protegida e evitar a circulação do vírus.

Quando a imunização contra o sarampo está baixa, formam-se “bolsões” de pessoas suscetíveis, o que facilita a ocorrência de um surto de sarampo. A situação lembra surtos localizados, como o que ocorreu no Rio de Janeiro, e reforça a necessidade de vigilância e ação constantes para proteger a comunidade.

Vacinação: a forma mais eficaz de proteção

A prevenção da doença é feita por meio da vacinação contra sarampo, que é gratuita, segura e eficaz. A vacina Tríplice Viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível em toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS).

O esquema vacinal padrão prevê a primeira dose aos 12 meses de vida e a segunda dose aos 15 meses. Adultos que não foram vacinados ou não têm certeza se tiveram a doença também devem procurar um posto de saúde para se orientar. Manter a caderneta de vacinação em dia é um ato de proteção individual e coletiva. Mais informações sobre a doença e a prevenção podem ser encontradas na página do Ministério da Saúde.

O cenário atual exige atenção de todos. A ameaça do sarampo é real, mas a solução está ao alcance da população. Verifique sua caderneta de vacinação e a de seus filhos. A imunização é a principal ferramenta para evitar o retorno de uma doença perigosa e garantir a saúde de toda a comunidade.