A campanha anual de vacina gripe já está em andamento em todo o país, oferecendo imunização gratuita para grupos prioritários no Sistema Único de Saúde (SUS). Para quem não se enquadra nos critérios do governo, a vacina também está disponível na rede privada, com custos que variam conforme a clínica e o tipo de imunizante. A vacinação é a principal ferramenta para evitar casos graves e internações pela doença.
De acordo com o Ministério da Saúde, a mobilização busca reduzir as complicações, as internações e a mortalidade decorrentes das infecções pelo vírus influenza na população-alvo. A vacina oferecida na rede pública é a trivalente, que protege contra três cepas do vírus.
Quem tem direito à vacina gratuita pelo SUS?
A vacinação no SUS é direcionada aos grupos com maior risco de desenvolver complicações graves da gripe. A aplicação ocorre nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de todo o Brasil. Conforme as diretrizes do Ministério da Saúde, os grupos prioritários incluem:
- Crianças de 6 meses a menores de 6 anos;
- Gestantes e puérperas (mulheres até 45 dias após o parto);
- Idosos com 60 anos ou mais;
- Profissionais da área da saúde;
- Professores de escolas públicas e privadas;
- Povos indígenas e quilombolas;
- Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais;
- Pessoas com deficiência permanente;
- Membros das forças de segurança e salvamento e das Forças Armadas;
- Caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo;
- População privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.
Para receber a dose, basta apresentar um documento de identificação. No caso de pessoas com comorbidades, pode ser necessário apresentar um laudo ou prescrição médica que comprove a condição.
Opções e custos na rede privada
Quem não faz parte dos grupos prioritários pode optar por se vacinar na rede privada. A principal diferença é o tipo de vacina oferecida. Enquanto o SUS disponibiliza a vacina trivalente, as clínicas particulares geralmente aplicam a quadrivalente, que oferece proteção contra uma cepa adicional do tipo B do vírus influenza.
Segundo levantamento da Folha de S.Paulo, os preços da vacina quadrivalente em laboratórios e clínicas particulares podem variar entre R$ 80 e R$ 150. A composição do imunizante é atualizada anualmente, seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre as cepas com maior probabilidade de circulação.
Por que a vacinação anual é fundamental?
O vírus influenza tem uma alta capacidade de mutação, o que exige a reformulação da vacina anualmente. A proteção conferida pelo imunizante não é permanente, diminuindo com o passar dos meses. Por isso, a recomendação é se vacinar todos os anos, preferencialmente antes do início do inverno, período de maior circulação do vírus.
A imunização é a estratégia mais eficaz para a prevenção gripe, pois diminui o risco de contágio e, caso a infecção ocorra, ajuda a reduzir a intensidade dos sintomas. A preparação do sistema de saúde para o aumento de casos sazonais, como os da gripe 2026 e de outros anos, depende diretamente da adesão da população às campanhas de vacinação.
A vacina é segura e os efeitos colaterais, quando ocorrem, são geralmente leves, como dor no local da aplicação, febre baixa e mal-estar, que desaparecem em poucos dias. A proteção é uma responsabilidade individual e coletiva, assim como ocorre com outras vacinas importantes do calendário nacional.