A dor na parte interna do cotovelo que piora ao fechar a mão ou flexionar o punho pode ser um sinal de alerta. Muitas vezes ignorada como um simples “mau jeito”, essa dor pode indicar um quadro de

epicondilite medial

O que é epicondilite medial?

Principais causas e fatores de risco

  • Esportes de arremesso: Beisebol, lançamento de dardo e futebol americano.
  • Esportes com raquete: O uso de topspin excessivo no tênis ou técnica inadequada pode sobrecarregar a musculatura interna.
  • Levantamento de peso: Técnica incorreta ao levantar pesos, especialmente em exercícios de rosca bíceps.
  • Atividades ocupacionais: Profissões como carpintaria, encanamento e construção, que exigem o uso repetitivo de ferramentas manuais.
  • Uso prolongado de computador: Digitar e usar o mouse com ergonomia inadequada pode contribuir para a tensão.
serviço de saúde britânico (NHS)

Sintomas comuns da epicondilite medial

  • Dor e sensibilidade: Localizadas na saliência óssea interna do cotovelo, podendo irradiar para o antebraço.
  • Piora com o movimento: A dor se intensifica ao realizar movimentos como flexionar o punho, fechar a mão com força (aperto de mão) ou tentar levantar um objeto com a palma da mão virada para cima.
  • Rigidez: Sensação de rigidez no cotovelo, especialmente pela manhã.
  • Fraqueza: Dificuldade e fraqueza para segurar objetos ou realizar tarefas que exijam força de preensão.
  • Formigamento ou dormência: Em alguns casos, a inflamação pode comprimir o nervo ulnar, que passa próximo ao epicôndilo medial, causando formigamento ou dormência nos dedos anelar e mínimo.

Diagnóstico e opções de tratamento

National Center for Biotechnology Information (NCBI)
  • Repouso e modificação de atividades: A etapa mais crucial. É essencial interromper ou adaptar as atividades que causam a dor para permitir que o tendão se recupere.
  • Crioterapia (gelo): Aplicar compressas de gelo na área por 15 a 20 minutos, várias vezes ao dia, ajuda a controlar a inflamação e a dor, especialmente nas fases iniciais.
  • Fisioterapia: Um programa de reabilitação é fundamental. Inclui exercícios de alongamento para os músculos do antebraço e, posteriormente, exercícios de fortalecimento, especialmente os excêntricos, que são muito eficazes para a recuperação do tendão. A terapia ajuda a restaurar a função e prevenir a rigidez, que pode levar a quadros de contratura muscular.
  • Medicamentos: Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como ibuprofeno ou naproxeno, podem ser prescritos para alívio da dor e da inflamação, sempre sob orientação médica.
  • Órteses: O uso de uma braçadeira de contraforte (tensor) no antebraço, logo abaixo do cotovelo, pode ajudar a distribuir a força e aliviar a tensão sobre o tendão.

Perguntas frequentes sobre epicondilite medial

O que é epicondilite medial?

É uma condição inflamatória dos tendões que ligam os músculos do antebraço à parte interna do cotovelo (epicôndilo medial). Comumente chamada de “cotovelo de golfista”, é causada por esforço repetitivo e causa dor na região interna do cotovelo.

Quais os sintomas da epicondilite medial?

Os sintomas principais incluem dor e sensibilidade na parte interna do cotovelo, fraqueza para segurar objetos, rigidez na articulação e dor que piora ao flexionar o punho ou fechar a mão com força.

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Como tratar a epicondilite medial?

O tratamento geralmente envolve repouso, aplicação de gelo, uso de anti-inflamatórios sob prescrição médica e, fundamentalmente, fisioterapia com exercícios de alongamento e fortalecimento para reabilitar a área afetada e corrigir desequilíbrios musculares.

A epicondilite medial tem cura?

Sim, a grande maioria dos casos de epicondilite medial tem cura com tratamento conservador adequado. A recuperação pode levar de algumas semanas a vários meses e depende da adesão do paciente ao tratamento, especialmente à fisioterapia e à modificação das atividades que causaram a lesão.

Qual a diferença entre epicondilite medial e lateral?

A principal diferença é a localização da dor. A epicondilite medial (cotovelo de golfista) afeta a parte interna do cotovelo, envolvendo os tendões dos músculos flexores. Já a epicondilite lateral (cotovelo de tenista) afeta a parte externa do cotovelo, envolvendo os tendões dos músculos extensores.