Especialistas em saúde acendem um alerta sobre o risco do retorno do sarampo no Brasil. Apesar de o país ter recuperado a certificação de livre da doença, a baixa cobertura vacinal coloca a população em uma posição vulnerável a novos surtos, que podem ser desencadeados por casos importados de outras nações.

A preocupação tem fundamento. O Brasil perdeu o status de país livre de sarampo em 2019, após um grande surto que se estendeu até 2021. A certificação foi reconquistada em 2022, mas a segurança é frágil.

O risco iminente de um novo surto

O principal fator de risco é a cobertura vacinal insuficiente. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2023, a aplicação da primeira dose da vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) atingiu 87% do público-alvo. A segunda dose, contudo, teve uma cobertura de apenas 68%.

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Esses números estão bem abaixo da meta de 95% para ambas as doses, recomendada pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) para garantir a imunidade de rebanho. Sem essa barreira coletiva, o vírus encontra um ambiente propício para se espalhar rapidamente caso seja reintroduzido no país, o que pode acontecer através de viajantes.

Prevenção e os sinais da doença

A melhor e mais eficaz forma de prevenção sarampo é a vacinação. O sarampo é uma doença infecciosa grave e extremamente contagiosa, que pode levar a complicações sérias como pneumonia, otite, lesões neurológicas e até a morte. Para entender a evolução e os dados da doença, é possível consultar painéis de monitoramento, como o mantido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Os sintomas iniciais podem ser confundidos com os de um resfriado comum, incluindo febre alta, tosse persistente, coriza e olhos avermelhados. Após alguns dias, surgem as características manchas vermelhas na pele, que começam no rosto e se espalham pelo corpo.

Como garantir a proteção contra o sarampo

A vacinação contra sarampo é gratuita e está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). O esquema vacinal padrão, segundo o Calendário Nacional de Vacinação, consiste em duas doses da vacina tríplice viral:

  • Dose 1: Aos 12 meses de idade.
  • Dose 2: Aos 15 meses de idade.

Adultos de até 29 anos que não receberam as duas doses na infância devem completar o esquema. Pessoas de 30 a 59 anos que não foram vacinadas devem receber uma dose. Profissionais de saúde, independentemente da idade, devem ter duas doses comprovadas. Para entender mais sobre a doença, leia nosso guia completo sobre o sarampo.

A memória de crises anteriores, como os surtos localizados de sarampo, serve como um lembrete do potencial destrutivo da doença. Além da imunização contra o sarampo, é importante manter outras vacinas em dia, como a vacina da gripe, para fortalecer a saúde de forma integral.

A responsabilidade de manter o sarampo longe do país é coletiva. Ações de saúde pública sarampo, como o Movimento Nacional pela Vacinação, buscam reverter a queda na cobertura. Verificar a própria caderneta e a de seus filhos é um passo crucial para proteger a si mesmo e a toda a comunidade, evitando o retorno de uma doença perigosa e totalmente prevenível.