Pacientes no Brasil e no mundo estão relatando complicações sérias após o uso de canetas emagrecedoras falsificadas. A situação levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a emitir um alerta global sobre os perigos desses produtos, que são vendidos no mercado ilegal e podem conter ingredientes desconhecidos e nocivos à saúde.

As reações adversas vão muito além dos efeitos colaterais conhecidos dos medicamentos legítimos. Relatos incluem casos de hipoglicemia severa, infecções no local da aplicação e crises gastrointestinais agudas que exigiram internação hospitalar. A ausência do princípio ativo correto ou a presença de substâncias tóxicas são os principais fatores por trás desses riscos.

O que são as canetas emagrecedoras e por que são falsificadas?

As canetas aplicadoras contêm medicamentos da classe dos análogos do GLP-1, como a semaglutida e a liraglutida. Originalmente desenvolvidos para o tratamento de diabetes tipo 2, esses fármacos também se mostraram eficazes para a perda de peso, o que impulsionou uma enorme demanda global.

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Com a alta procura e o custo elevado, criminosos viram uma oportunidade de lucrar com a produção e venda de versões falsificadas. Esses produtos ilegais imitam a embalagem e a aparência dos originais, mas não passam por nenhum controle de qualidade ou segurança, representando um grave risco para a saúde pública.

Alerta da OMS e fiscalização no Brasil

A crescente onda de incidentes fez com que a OMS publicasse um alerta sobre medicamentos falsificados para diabetes e perda de peso. A organização destaca que produtos falsos foram identificados em todos os continentes, inclusive no Brasil, desde 2022.

No país, a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) também se posicionou, reforçando a importância de adquirir o medicamento apenas em canais de venda oficiais. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é o órgão responsável pela fiscalização e segurança de medicamentos no território nacional. A agência atua para identificar e retirar produtos irregulares do mercado, um processo semelhante ao que ocorre em casos de recolhimento de medicamentos por outros motivos.

Como se proteger dos riscos dos emagrecedores falsos

A principal medida para garantir a segurança é sempre comprar medicamentos em farmácias e drogarias autorizadas, com a apresentação da receita médica. Desconfie de ofertas com preços muito abaixo do mercado, especialmente em sites e redes sociais. Para se proteger, siga estas dicas:

  • Exija receita médica: Esses medicamentos só podem ser vendidos com prescrição.
  • Verifique a embalagem: Procure por erros de impressão, informações em outros idiomas e a presença do selo de rastreabilidade da Anvisa.
  • Confira o lote e a validade: Os números do lote na caixa e na caneta devem ser idênticos.
  • Não compre de fontes duvidosas: Evite a compra em marketplaces, redes sociais ou por contato direto sem intermediação de uma farmácia legalizada. A atuação da Anvisa na regulação de produtos como repelentes mostra a importância de um órgão fiscalizador para a segurança do consumidor.

O uso de qualquer medicamento para emagrecer deve ser acompanhado por um profissional de saúde. Ele poderá indicar o tratamento adequado e orientar sobre a compra segura do produto. Caso suspeite de um medicamento falsificado, não o utilize e denuncie à vigilância sanitária local ou à Anvisa.